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Pinheiros · São Paulo

Tudo nasce quando a lenha acende.

Não temos fogão. Temos parrilla, fogo de chão, forno de barro e um defumador que não descansa desde 2017. Em Pinheiros, cozinhamos como se cozinhava antes da pressa: com lenha, tempo e sal grosso.

Corte de carne tostando sobre a grelha da parrilla, com brasas vivas ao fundo
“O fogo é o nosso tempero.”Desde 2017 · fogo aceso 6 dias por semana
Descer
Fogo de chão aceso na cozinha aberta, com lenha de eucalipto empilhada ao lado
A lenha chega de manejo certificado do interior paulista — eucalipto para o calor, laranjeira para o perfume.

A cozinha de fogo

Quatro fogos, nenhum atalho.

A brasa não aceita pressa nem distração. Cada um dos nossos quatro fogos pede uma escuta diferente — e é dessa conversa, repetida todas as noites há nove anos, que sai o que chega à sua mesa.

Parrilla uruguaia

Grelha em “V” inclinada, brasa de eucalipto renovada de hora em hora. É onde os cortes maturados ganham crosta e mantêm o coração rosado.

Fogo de chão

Costelas e legumes inteiros assando em cruz, de pé, por até doze horas. Técnica de tropeiro, paciência de avó.

Forno de barro

Construído à mão por oleiros de Cunha (SP). Dele saem os pães de fermentação natural, o pirarucu na folha de bananeira e a paleta de cordeiro.

Defumador de lenha

Madeira de laranjeira e goiabeira, fumaça fria e quente. Manteiga, pimentas, queijos da Canastra — tudo passa por ele antes de virar tempero.

0anos de fogo aceso
0fogos na cozinha aberta
0lugares entre salão e balcão
0jantares servidos por ano
Chef Antônia Ferraz de avental escuro, atiçando as brasas da parrilla com uma haste de ferro

A chef

Antônia Ferraz, guardiã da brasa

Nascida em Barretos, no interior de São Paulo, Antônia cresceu entre o curral e o fogo de chão das festas de peão. Passou sete anos entre as parrillas do Uruguai e os fornos comunitários do Vale do Paraíba antes de acender, em 2017, o primeiro fogo da Brasa Viva — que nunca mais apagou.

“Fogão a gás obedece. A brasa, não — ela conversa. Meu trabalho é ouvir o que ela quer fazer com cada ingrediente, e sair da frente.”
— Antônia Ferraz, chef e sócia-fundadora
Seu Wilson PradoMestre parrillero
Marina YoshidaSommelier
Cadu LimaMaître

O espaço

Um galpão de 1952, iluminado a fogo

Ocupamos um antigo galpão de marcenaria em Pinheiros. Mantivemos o tijolo aparente, as tesouras de peroba do telhado e o chão gasto — e colocamos o fogo no centro de tudo, sem paredes entre a cozinha e você.

Salão do restaurante com mesas de madeira maciça sob luz baixa e quente
O salão — 70 lugares sob luz de vela e brasa
Balcão de madeira de frente para a cozinha aberta, com o fogo de chão ao fundo
O balcão do fogo — 16 lugares de frente para as chamas
Adega de vinhos escavada em parede de tijolos, com garrafas deitadas e rótulos sul-americanos
A adega — 240 rótulos, quase todos sul-americanos

Quem sentou à mesa

Histórias que o fogo contou

O assado de tira me levou de volta ao sítio do meu avô em Avaré. Chorei discretamente, pedi outra dose de cachaça defumada e voltei na semana seguinte.

Helena MascarenhasVila Madalena · cliente desde 2019

Sentar no balcão do fogo é o melhor espetáculo de São Paulo. Vi a Antônia conversar com a brasa por duas horas — e a brasa, claramente, respondeu.

Ricardo TanakaPerdizes · aniversariante de carteirinha

Pedi a couve-flor por educação e ela roubou a cena do ancho. Nunca pensei que escreveria isso sobre um legume, mas aqui estamos.

Joana BittencourtPinheiros · vizinha de quarteirão

Reservas & contato

A mesa está posta. O fogo, aceso.

Reservamos até 30 dias antes. Para o balcão do fogo e para a Mesa do Fogo das quintas, recomendamos antecedência de uma semana — os paulistanos descobriram, e agora disputam.